Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

Updates

Sim, sim, já passaram sei lá quantos meses.

Adiante.

a) Desde a meia de dia 4 de Dezembro de 2011 que umas metatarsalgias no pé direito me condicionaram significativamente o treino. Volvidos 10/15 minutos de corrida e era obrigado a parar sem hipótese de continuar. Uma chatice, portanto. E uma desgraça, já agora. Ainda consegui completar a São Silvestre dos Olivais mas em semi-agonia e bastante aborrecido. Fui forçado a suspender os treinos e confinar-me a uma abstinência de corridas durante largos meses. Em Janeiro ainda treinei por duas vezes, em Fevereiro e Março uma, e agora no presente mês recomecei lentamente. Lentamente quer dizer como quando me iniciei nestas lides, correndo poucos km e caminhando outros tantos. 

Como hoje, http://connect.garmin.com/activity/178902656. Mas um suplício pegado. Perco completamente o controlo sobre a respiração, isto é, fico cansando num ápice. A frequência cardíaca logo nos píncaros. Um ligeiro desconforto no tornozelo direito (desde há umas semanas que ao fazer rotação do pé, a tíbio-társica "estala" um pouco), mas que, para já, não atrapalha nada. Continuarei neste esquema (três vezes por semana, treinos de 4-5 km a ritmo lento) até recuperar parte da forma, ou seja, nada de provas durante os próximos tempos. A da Volkswagen parece bastante interessante. Se até lá  me sentir bem para correr 10km sem me arrastar, talvez participe. Tenho saudades do ambiente das provas. 

b) Overtraining. Pois é. Doravante, irei adoptar definitivamente o cross-training. E quando este recomeço me permitir estar numa forma física mais compatível com as minhas expectativas, iniciarei treinos de uma modalidade que há muito tenho vontade de praticar. Remo. Não só elevará significativamente a condição física como, para evitar o overusing, me permitirá não sobrecarregar sempre os mesmos grupos musculares e articulares inerentes à corrida. Útil e agradável.

c) Detalhe técnico. Instalei uma app que permite uploadar directamente do Garmin para o RunKeeper. O Forerunner 210 não é compatível com a interface do RunKeeper mas um user que se deparou com o mesmo problema arranjou uma solução. Thumbs up!

d) Em suma. Depois de um segundo semestre do ano passado semi-insano, em que, com alguns meses de treino intenso, completei uma meia maratona em menos de duas horas (um feito inacreditável para mim, isto é. nada de espantoso per se), regressei à estaca zero. Mas começo novamente a sentir a motivação e estímulo para trazer o desporto de volta ao quotidiano. Veremos.  

Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011

Natal e Tríplice

No sapatinho deste ano, um Garmin Forerunner 210. Uma ajuda preciosa para o que, doravante, se seguirá. Há, no mercado, soluções mais completas, mas este apresenta as funções de que mais necessito. O mês de Dezembro foi bastante calmo em treinos, contudo passei a orientar os easy runs em função do ritmo cardíaco e não tanto do pace de corrida. Estou a seguir um plano do Hal Higdon de modo a preparar os 20 km de Cascais, no próximo dia 19 de Fevereiro e, pela primeira vez, farei semanalmente um treino clássico de séries.

No auto-sapatinho deste ano, calhou-me um par de Adidas Supernova Glide 3 (quase a metade do preço numa promoção de fim de ano). Os anteriores já se encontravam algo battered depois dos 700 e muitos km a que os submeti desde Março. A mencionar, igualmente, o discreto aumento de peso pela pouca frequência de treinos este mês (uma espécie de anti-clímax depois da festa da primeira meia) associado à habitual ingestão abundante de lixo neste período do ano.

Hoje e amanhã, 30 km em corridas. Veremos. Em primeiro lugar, estou bastante constipado (o que por si só, deveria ser motivo para abandonar o projecto das 3 São Silvestre). Segundo, tenho sentido metatarsalgias que, em alguns treinos, me tem obrigado a terminá-los mais cedo que o esperado. (já consultei um expert que me prescreveu um AINE antes dos treinos/corridas e ir vigiando atentamente a evolução da coisa)  

Por isso, veremos. O plano é fazer hoje a dos Olivais com muita calma (isto é, 55-60 min), talvez puxar um pouco amanhã na de Lisboa (até porque parto dos sub-50 :D) e ir, novamente, tranquilo na da Amadora com o que restar.

O calendário é o seguinte, então:

30/12 *21h* S. Silvestre dos Olivais (10km)
31/12 *16h* S. Silvestre de Lisboa (10km)
31/12 *17h* Restauradores (Metro)
31/12 *18h* S. Silvestre da Amadora (10km)  

Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

Vídeo / Tortura / Próximos objectivos

Um link interessante para todos os finishers da maratona e meia maratona de Domingo. http://www.myvideofinish.com/web/index.php?option=com_content&view=article&id=116%3Amaraton-de-lisboa-2011&catid=45&Itemid=69&lang=pt

Embora os links dos vídeos só estejam disponíveis para os atletas da maratona, basta seleccionar o tempo de um maratonista compatível com o tempo final na meia e recordar o momento de cortar a meta.

Adiante.

Feito pimpolho, marquei no GFD uma massagem para me ajudar a recuperar do esforço da meia maratona de Domingo. Tinha lido que às 48h seria bastante útil. Mas não estava preparado para o que aconteceu.

Bem me avisou a massagista que sofreria significativamente mais que na prova e assim foi, de facto. Ainda lhe perguntei se estava a ser muito "menino" ou se costuma ser assim. Fiquei mais descansado quando me disse que é sempre assim. Meia hora infernal mas que, no final de contas, compensou bastante. Estou praticamente sem dores nas pernas e apto para, lentamente, retomar os treinos. Levei um puxão de orelhas por andar a alongar mal os adutores (a parte mais dorida) mas, pedagogicamente, também me foi explicado a melhor maneira de o fazer. Voltarei lá para a semana de maneira a rematar o assunto.

Depois de uns dias tranquilos e sem treinos, ando já a congeminar o que se seguirá. Para já, passar o resto da semana com os conselhos do Hal Higdon. Hoje, eventualmente, um lento jogging de 3 km. A partir de segunda-feira, seguirei novamente um plano de treinos (a melhor maneira de me manter motivado e focado), preparando os 20km de Cascais, algures em meados de Março de 2012. Já havia planeado seguir um plano para melhorar o tempo dos 15km, com vista a participar na corrida Fim da Europa mas, infelizmente, foi cancelada. Ainda antes do ano acabar, a tríplice São Silvestrense.

Para 2012, além dos 20km de Cascais, gostaria de repetir todas as provas que realizei este ano, isto é:

Marginal à Noite
Légua Nocturna de Odivelas
8 km Ribeirinhos (Moita)
5K@EASD (provavelmente não se realizará)
Corrida do Destak
Corrida do Sporting
Corrida do Tejo
Corrida da Ajuda
Meia Maratona de Lisboa

Juntar-lhe outras, tais como:

Corrida de São Domingos de Benfica
GP das Lezírias
Corrida dos Sinos
Corrida do SL Benfica
Corrida do Oriente
Meia Maratona de São João das Lampas
Corrida da Água
Meia Maratona Ribeirinha (Moita)
20km de Almeirim
Meia Maratona da Nazaré

E claro, melhorar os tempos.

Veremos. Para já, é não esquecer de alongar bem os adutores.

Boas corridas.

Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011

1:59:53

Já lá vamos. Agora, um pouco do meu percurso até ao dia de ontem.

Em Outubro do ano passado, fruto do demasiado tempo sem qualquer actividade física de relevo, cheguei ao terrível peso de 91kg, que, considerando a minha altura e a minha idade, é assustador, por um lado e embaraçoso, por outro. Nunca antes havia atingido tal peso, sobretudo devido ao facto de ter passado o meu fim de infância, adolescência e idade adulta jovem a praticar desporto a um ritmo assinalável. Primeiro na ginástica acrobática e desportiva, apimentada por natação e, mais tarde, com a prática de judo. 

Acontece que, com a faculdade e início da vida profissional, aliada também, admito, a uma certa desmotivação desportiva, fez com que nada nesse campo tivesse ocorrido de importante e consistente. Entretanto, volvidos alguns anos e já algum peso a mais, ressurgiu a vontade. Alguns familiares pratica(va)m corfebol e lá me inscrevi no clube. Após alguns treinos onde já começava a apreciar a dinâmica da modalidade, lesionei-me gravemente, tendo sofrido uma rotura total do tendão de aquiles esquerdo. Seguiram-se seis meses de calvário e engorda até retomar a minha vida habitual. Foi então que, dois anos mais tarde, e já com a mente restabelecida e confiante, decidi que tinha que fazer algo para inverter o estado de coisas. Estávamos em Outubro de 2010.

Comecei no passeio marítimo de Oeiras com discretas corridas lentas de 1-2km e longas caminhadas e, paulatinamente, o meu entusiasmo aumentou proporcionalmente às distâncias de corrida contínua que fui conseguindo realizar. No Inverno treinei pouco (ainda não estava totalmente vidrado) mas em Março deste ano voltei à carga e pode então considerar-se este o mês zero desta aventura. 

Passei a treinar consistentemente e fui realizando o percurso usual dos neófitos. 5km de seguida, uma ida e volta ao passeio marítimo (+-7km), 10km de seguida (quando o RunKeeper o anunciou ao ouvido, esbracejei como se tivesse ganho alguma coisa), e, finalmente, em Junho decidi que já me poderia inscrever em provas. Inicialmente, o meu objectivo passava unicamente por perder peso, mas, com o passar do tempo, o entusiasmo levou-me a participar em corridas populares, sobretudo de maneira a manter alta a motivação para o treino (meses mais tarde percebi que a superação dos nossos objectivos é a grande fonte de motivação). De 91 passei para os 79kg, estando, actualmente, a estabilizar nos 78-78,5kg. Ainda não está perfeito mas aproxima-se, pouco a pouco, do ideal. 

A primeira prova onde me inscrevi foi a Marginal à Noite que corri nuns dignos 42:44. Mas o que fica retido dessa experiência foi o ambiente vibrante das provas. Da electricidade que se sente nos momentos anteriores ao tiro de partida. E, quando se cruza a meta, o boost do ego. Acreditar que se consegue mais. A partir daí, os treinos, as provas, e o cuidado com a alimentação passaram definitivamente a fazer parte integral da minha vida. E ocupam, com grande prazer e satisfação, uma fatia considerável do meu tempo. Há muitos anos que não sentia tanto entusiasmo pelo desporto. O desafio é imenso e leva-nos onde quisermos e conseguirmos. Especialmente, aprendi nestes meses, até onde quisermos. 

No Verão, surgiu a ideia da meia maratona. Na altura, um amigo, já inscrito na da Vasco da Gama, instigou a minha inscrição mas julguei ser cedo. Em boa hora o fiz. Ainda andava a batalhar com os 10km e a ideia de percorrer 21km sem paragens assustava-me. Preferi concentrar-me na melhoria dos tempos aos 10km e, seguidamente, pensar em tal distância. Da corrida do Destak, em Setembro, à da Ajuda, a meio de Novembro, passei de 56:27 para 49:43 mas o mais importante foi ter percebido que dominava o meu corpo, fisica e mentalmente, crendo que poderia ir mais longe, suportando o stress. A corrida do Destak foi um ponto chave neste percurso. A minha forma física aumentava, mês após mês. Assim sendo, procurei uma meia maratona no calendário em 2-3 meses. 

Dia 4 de Dezembro e a Meia Maratona de Lisboa soou bem, com um limite temporal adequado para me preparar adequadamente. Peguei num plano de treinos da  Runner's World e passei a obedecer, com algumas (poucas) faltas, ao que as tabelas, entretanto impressas, me mandavam fazer. 

Resumidamente:


Total: 339,5km.

Muitas horas, algumas delas ao frio e à chuva, ou com muito cansaço acumulado ao longo do dia. Mas, à medida que a data se aproximava e as distâncias dos treinos longos subiam, aumentava a crença de que seria capaz. 

Face à prova, defini dois objectivos. O primeiro seria, obviamente, terminar. Sem paragens, sem exageros ou distress insuportável. E sem sentir que o mundo acabaria dois segundos depois de cruzar a meta. O segundo, menos importante, seria terminar em menos de duas horas. Considerando os tempos que havia realizado nos treinos longos, não me parecia de todo impossível, mas teria que gerir muito bem a corrida. Como descrito aqui, a estratégia passava por correr os dois terços iniciais da corrida a 5:30-5:40min/km, deixando alguma folga para que, iniciada a temível Almirante Reis, eventualmente fosse obrigado a diminuir o ritmo para os 6:00min/km.

O dia começou bem. Apesar do céu nublado, a temperatura estava óptima para correr e, aparentemente, os atletas não teriam que enfrentar qualquer vento adverso. Um pouco antes das 9h estava a estacionar o bólide na Avenida da Igreja e ainda fui a tempo de aplaudir e incentivar os maratonistas que saíam das imediações do estádio 1º de Maio. Dirigi-me para o metro, e entre saltitar de átrios na estação da Avenida de Roma, por avaria das máquinas dos bilhetes, lá cheguei ao Cais do Sodré. Trote ligeiro até à zona de partida no cruzamento da 24 de Julho com a Av. D. Carlos I e algum tempo depois, durante o aquecimento, passaram, velozes, os primeiros atletas da maratona (os últimos 21km da maratona eram sobreponíveis ao percurso da meia). Admirável a velocidade desta malta durante 42km. Entre troca de impressões com companheiros de corrida, alguns igualmente estreantes, soou a partida e lá fomos nós.

Nos primeiros 4 km fui bastante contido, com algum receio de me entusiasmar e estoirar demasiado cedo. Colei-me a um grupo de atletas do CCD SRS de Lisboa que corriam no ritmo que eu pretendia e assim seguimos. Ia perfeitamente controlado a 5:40min/km. Por volta do 5ºkm o impensável aconteceu. Já durante alguns treinos longos, a dada altura (normalmente a partir do km 13 ou 14), me havia afligido uma dor na coxa direita, insidiosa, de instalação lenta e que, com o passar do tempo, me condicionava o movimento. Fiquei bastante apreensivo e, até ao km 11, em nada mais pensei a não ser no descalabro que seria se tivesse que interromper a prova. Pelos 8 km, já bastante aflito e a lutar para ignorar a dor, ingeri o primeiro gel e alguma água, o que me confortou um pouco. Ao passar no km 10, em 56:42 (foi o único split que memorizei), depois de Belém, deixando a volta em Pedrouços para trás, das duas uma. Ou me esforcei imenso por ignorar a dor e ela continuava lá, mas adormecida ou, de facto, desapareceu mesmo. 

A partir do km 11, chegado a Alcântara, tinha a certeza que nada me impediria de acabar a meia, a não ser um contratempo externo. Depois de 6km num sofrimento físico e psicológico intenso, consegui finalmente focar-me no prazer da corrida e, também, aperceber-me do que me rodeava. Afinal de contas, estava a correr a minha primeira meia maratona e seria uma estupidez não fruir do momento a 100%. Felizmente que a animação do público aumentou substancialmente na zona do Cais do Sodré e seguintes. Uma maratona no meio de Lisboa merece mais, sinceramente. Estou ao corrente das restrições orçamentais da organização e do número limitado de atletas, apesar de, a julgar pelo que tenho lido, ter sido uma edição bastante concorrida (pelo menos comparando com edições transactas). De qualquer forma, a mais antiga maratona do país tem um potencial de crescimento enorme e será uma pena não o aproveitar. 

Chegados à Praça do Comércio (km 15), comecei a mentalizar-me para o que aí vinha. Um par de km antes tinha ingerido o outro gel e sentia-me com força. Ainda levei uns cubos de marmelada mas acabaram por ficar nas embalagens respectivas. Não valia a pena. A perna direita lá ia trabalhando sem lamentações. Foi sinceramente espectacular passar na Rua da Prata em direcção à Praça da Figueira, sabendo que estava a percorrer a baixa de Lisboa num dia tão importante para mim. Superado mais 1 km, no Martim Moniz, tive que me concentrar novamente e esquecer a envolvência. Iniciava-se a parte mais complicada do percurso. Tinha a noção de que ainda antes de acabar a Almirante Reis, entraria em território desconhecido, dado que a distância máxima que alguma vez havia corrido de seguida se cifrava nos 17 km. Tinha sido bastante regular no ritmo até esta parte e esperava, mesmo que mais lento, manter essa consistência. Devo confessar que os dois ou três loops que realizei nesta zona durante os treinos, me ajudaram bastante a manter a calma e a confiança durante esta parte. É realmente vital conhecer o percurso das provas e os pontos mais tricky. É certo que o ritmo caiu um pouco entre o km 16 e o 19 (Areeiro), passando para algo entre os 5:45 e os 6:06min/km mas fui tranquilo e obedecendo aos sinais que o corpo me enviava. Ao passar no Areeiro em direcção à João XXI, invadiu-me uma sensação de enorme felicidade, sabendo que seria uma questão de tempo e mais alguma paciência até estar cumprido o grande objectivo, isto é, terminar bem. 

O último km demora uma eternidade. Sabia que nos esperaria uma pequena descida entre a Av. Estados Unidos da América e a Rio de Janeiro e que, olhando para o relógio, talvez desse para cumprir o segundo objectivo, ou seja, terminar em menos de duas horas. Junto à estação de metro da Avenida de Roma, ouvi palavras de incentivo (também me apropriei delas por uns momentos) do companheiro de um atleta da maratona, e retive uma frase inolvidável - já cheira a meta. Tentarei lembrar-me na próxima prova de longa distância. Com isto em mente, lá acelerei o máximo que consegui nesta fase, sabendo que teria pouco tempo para acabar em menos de duas horas. Pouco depois da curva e da entrada na Avenida Rio de Janeiro tive o maior prémio do dia, com os acenos da minha mulher e filho que, mais uma vez, me foram apoiar na chegada. Obrigado, não sabem o quanto significou!

À entrada do estádio, olhando para o relógio em pânico, sabia que tinha pouco menos de 1:00 ou algo assim (sinceramente, nem me lembro bem) para as duas horas e, na meia lua de pista que percorremos no final, dei o máximo que tinha. Lá passei o pórtico com 1:59:53. Nem queria acreditar. A marca é perfeitamente banal e relatada a alguém sem contextualizar o percurso, não só da prova mas, igualmente, da minha vida nos últimos anos, parece algo meio insignificante mas que me enche de um grande orgulho. 

E quanto ao que se segue? Para já, uns dias de recuperação com a ajuda do Hal Higdon. Amanhã uma massagem nas pernas, sobretudo na direita, que, como devem calcular, se apresenta bastante massacrada. Logo após o terminus da meia, já em casa, submeti-me aos rigores de um ice bath. Soube-me bastante bem.

Os próximos capítulos serão guiados por um plano de treino para os 20 km de Cascais, algures em Março. Este, portanto. Estava com vontade de participar nos 17 km Fim da Europa mas parece que a edição de 2012 foi cancelada.

Vemo-nos, portanto, nas três São Silvestre do final do ano. Apareçam!


Quinta-feira, 24 de Novembro de 2011

Tríplice São Silvestrense

Depois da meia de dia 4, a próxima aventura será a participação nas 3 São Silvestre de Lisboa, ou seja, 3 provas de 10km em 2 dias, duas das quais no mesmo dia (!), consecutivamente.

Será a minha estreia em qualquer uma delas, portanto, veremos o que os percursos reservam.

O plano é, então, este:

Dia 30 - São Silvestre dos Olivais, pelas 21h.

Dia 31 - São Silvestre de Lisboa, pelas 16h -> metro até à Amadora -> São Silvestre da Amadora, pelas 18h.

Tenho lido na blogsfera malta que fará o mesmo. Um desafio aliciante para muita gente.

Quem se junta mais?


Links para inscrições:

Olivais: http://www.xistarca.pt/pt-PT/eventos.aspx?cntx=398447c0-9ad6-44df-adca-cf7e8a1231c2

Lisboa: http://www.saosilvestredelisboa.com/

Amadora: http://www.xistarca.pt/pt-PT/eventos.aspx?cntx=82544455-db43-4503-9e6c-fbfdc3faf141

Terça-feira, 22 de Novembro de 2011

Dos 90 (ou de Março) à meia maratona - últimos capítulos.


De acordo com o plano de treinos da Runner's World que ando a seguir há uma série de semanas (e meses), ontem programei com o André um loop de 16km com vista a treinar a subida da Almirante Reis que esperará os atletas da meia (e da maratona também!) de dia 4 de Dezembro na última fase da corrida. Já há cerca de 2 semanas tínhamos corrido o mesmo percurso mas com apenas uma passagem, no final, pela Almirante. Desta vez, de modo a subir já com alguns km e desgaste nas pernas, fizemos o loop com duas passagens. Além disso, procurava também testar a estratégia de correr a 5:30min/km até ao início da segunda passagem para simular o cenário de, na fase final, ter de abrandar para os 6:00min/km e assim manter o tempo final de, pelo menos, 2h00.

Este treino serviu também para testar a nutrição durante a prova e, juntando ao habitual cubo de marmelada e algumas amêndoas aos 45 minutos, ingeri igualmente um gel isostar energy total com sabor a limão. Embora tenha sentido mais disponibilidade nos últimos km, esta combinação apresenta o inconveniente de obrigar a uma generosa hidratação aquando da toma, dado o sabor intensamente doce do gel. Hei-de testar sem o cubo de marmelada no próximo long run. Mais uma vez, 33cl de água bastaram para não sentir sede durante todo o percurso.

Começámos descontraidamente no Campo Pequeno, descendo até ao Rossio via Fontes Pereira de Melo e Av. da Liberdade e, já aquecidos, atacámos a primeira passagem na Almirante Reis. Estes +-3km obrigam a uma dose acrescida de concentração, de modo a evitar grandes oscilações no ritmo, que podem, desnecessariamente, acrescentar um esforço suplementar. Como corremos ao fim da tarde, sofremos também mais com as passagens nos cruzamentos e nos ziguezagues entre as pessoas. De facto, neste aspecto, o outro treino (de manhã cedo) correu francamente melhor. O André, que anda na fase inicial de treino para uma maratona daqui a um ano, poupou-se um pouco aqui e, chegado à João XXI, andei para trás e para a frente enquanto esperava por ele. Uns minutos antes, perto do IST, alguém me felicita pelo Sporting (levava a tshirt da corrida do SCP). Sem grandes novidades, o meio do treino chegou a um ritmo de, aproximadamente, 5:30min/km.

Na segunda volta, percorremos com facilidade a distância até ao Rossio, rindo com as nossas débeis marcas em algumas provas (onde corremos afincadamente) com resultados piores que os 54min aos 10km neste treino. Perto do Martim Moniz, o André avisa-me para acelerar se quisesse e não esperar por ele. Ao km 13, perto da Rua da Palma, forço um pouco e, surpreendentemente, com excepção dos últimos metros já bem inclinados antes do Areeiro, o ritmo oscilou entre os 4:41 e os 5:13min/km. Perto do Campo Pequeno, já nos 17km, verifico que o ritmo médio global tinha baixado para os 5:21min/km, o que significa que corremos em negative split.

Excelente treino sobretudo para me fazer crer que, com alguma sorte e muita concentração e disciplina, talvez consiga acabar a minha primeira meia maratona em menos de 2h. Pelo menos, o fantasma da Almirante Reis já se esfumou.

Dados do RunKeeper:

Running Nov 20, 2011 :: 4:50 PM - 6:22 PM

Distance - 17.15km
Duration - 1:31:50
Avg. Pace - 5:21min/km
Avg. Speed - 11.21km/h
Burned - 1,637 calories
Climb - 301m

No resto da semana, o panorama é este:

Dia 22 - 3,2km + 2x (2:00, 3:00, 4:00) AI + 4,8km.
Dia 24 - 8km incl. 4x2:00 AI + 6 GP.
Dia 26 - 8km.
Dia 27 - 16km.

Na semana antes da prova, há o chamado tapering, com treinos muito ligeiros.

Links úteis: